Chuva acumulada de 44 mm eleva risco de deslizamento na Serra da Bocaina, em Cunha
Previsão de temporais contínuos, rajadas de vento e possibilidade de granizo amplia risco em rodovias de serra e estradas rurais da região
clima · Cunha/SP · · Daniela Oliveira
O volume expressivo de chuva já acumulado na manhã de hoje, de 44 mm, combinado com a previsão de temporais contínuos, rajadas de vento e possibilidade de granizo, eleva o risco de ocorrências geológicas e viárias em todo o complexo da Serra da Bocaina e arredores de Cunha/SP.
Na Rodovia SP-171, também conhecida como Rodovia Salvador Pacetti e Rodovia Paulo Virgínio, que faz a ligação entre Guaratinguetá, Cunha e Paraty (RJ), o solo já saturado pelos 44 mm de precipitação matinal, somado aos ventos previstos, aumenta a chance de queda de árvores de grande porte, desprendimento de rochas e alagamentos pontuais ao longo do trecho de serra.
No trecho de transição para Paraty (RJ-165 / Estrada Paraty-Cunha), o relevo íngreme e as encostas expostas exigem atenção redobrada quanto a deslizamentos de terra, os barrancamentos, sobre a pista, o que pode causar bloqueios temporários ou interrupções no tráfego entre SP e RJ.
Nas estradas rurais e vias de terra que dão acesso aos bairros rurais, ao Parque Estadual da Serra da Bocaina e às divisas, o encharcamento do solo traz alto risco de desbarrancamento de encostas, queda de barreiras e corte de acessos em comunidades rurais. Há ainda formação de lamaçal denso, atoleiros e erosões profundas, como voçorocas e enxurradas nas pistas, dificultando ou impedindo a passagem de veículos leves e do transporte escolar e agrícola. Pequenos ribeirões e travessias sem ponte estruturada podem sofrer com a elevação rápida do nível da água, as chamadas cabeças d'água, cobrindo vedações e passagens de terra.
A orientação é que moradores e motoristas fiquem atentos a sinais de movimentação de solo, como inclinação de postes e árvores, trincas no chão ou nas paredes e estalos nas encostas. Durante períodos de alerta severo, a recomendação da Defesa Civil é evitar o tráfego por estradas de serra e vias rurais de terra durante os picos de tempestade, evitando deslocamentos não essenciais.
Em caso de ocorrências, os contatos de emergência são a Defesa Civil (199), o Corpo de Bombeiros (193) ou a Polícia Rodoviária Estadual.
Fonte: Redação Bocaina 360