Greve em Taubaté: audiência de conciliação entre prefeitura e sindicato termina sem acordo

politica · Cunha · · Redação Portal Cunha

Greve em Taubaté: audiência de conciliação entre prefeitura e sindicato termina sem acordo

Paralisação dos servidores municipais completa três semanas; nova assembleia será realizada nesta terça-feira (16)

A audiência de conciliação na Justiça entre a Prefeitura de Taubaté e o Sindicato dos Servidores Municipais, realizada nesta segunda-feira (15), terminou sem acordo. Com isso, a greve iniciada em 2 de junho foi mantida e continua impactando os serviços públicos.

Durante a audiência, a administração municipal apresentou novamente a situação econômica e fiscal do município e manteve a proposta de reajuste salarial de 2,5%, referente à data-base de 2026, a ser aplicado em 2027. Além disso, propôs o aumento do vale-alimentação de R$ 502,50 para R$ 844,50 a partir de setembro de 2026.

A proposta, já recusada anteriormente pelos servidores, será colocada novamente em votação em uma assembleia às 14h30 desta terça-feira (16) em frente à Câmara Municipal. O sindicato reivindica um reajuste de 9,34% para reposição da inflação acumulada desde o último reajuste, concedido em 2024.

"A gente não avança na negociação, pelo menos não nessa audiência que a gente teve. Eles colocaram que poderiam negociar a reposição dos dias (em greve). Porém, o nosso jurídico disse que não tem como tratar disso antes de tratar um índice viável para a nossa categoria", afirmou Rosalba Ramos, presidente do sindicato.

A Prefeitura de Taubaté justifica a proposta com a situação fiscal do município, que possui dívida de R$ 235,7 milhões com a União e débitos que totalizam mais de R$ 1 bilhão, segundo dados do Portal do Tesouro Nacional Transparente. O prefeito Sérgio Victor aponta esse endividamento como motivo para não conceder o aumento desejado. Já o sindicato argumenta que o gasto com pessoal é de 42%, abaixo do limite de alerta de 48,60% da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com o fim da audiência sem acordo, o processo será distribuído a um desembargador relator do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), seguirá os trâmites processuais e será julgado pelo Órgão Especial da Corte.

A greve entrou na terceira semana nesta segunda-feira (15) e segue afetando serviços públicos. Na manhã desta segunda, servidores se reuniram em protesto em frente ao Palácio do Bom Conselho. A Justiça já determinou que pelo menos 70% dos servidores permaneçam em atividade para garantir serviços essenciais.

Fonte: Rádio Alternativa FM On-Line