Idosa de 82 anos aguarda oito dias por transferência na UPA de Guaratinguetá; vaga é liberada após ameaça de ação judicial

saude · Cunha · · Redação Portal Cunha

Idosa de 82 anos aguarda oito dias por transferência na UPA de Guaratinguetá; vaga é liberada após ameaça de ação judicial

Família relata sofrimento da paciente com dores e sinais de necrose no pé. Transferência para hospital em São José dos Campos foi confirmada nesta terça-feira (16).

Uma família de Guaratinguetá viveu momentos de angústia nos últimos oito dias enquanto acompanhava a situação de uma aposentada de 82 anos internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A idosa, que apresenta problemas cardiovasculares, pressão alta e arritmia, também tem um quadro preocupante de comprometimento em um dos pés, que estaria apresentando sinais de necrose. Segundo os familiares, durante o período de espera a paciente sofreu com fortes dores, chegando a gritar, e nos últimos dias começou a apresentar sinais de desorientação.

A família afirma que buscou informações sobre alternativas de tratamento e foi informada de que haveria especialistas vasculares disponíveis, porém o caso não teria sido encaminhado por meio do sistema de regulação de vagas (CROSS). Diversos contatos foram feitos junto a representantes do poder público em busca de auxílio, mas a resposta recebida era de que não havia vagas disponíveis e que esforços estavam sendo realizados para encontrar uma solução. A situação ganhou um novo desdobramento na manhã desta terça-feira (16), quando, de acordo com a família, um advogado orientou a obtenção de documentos médicos para encaminhamento ao Ministério Público. Pouco tempo depois, os familiares foram informados de que uma vaga havia sido liberada para transferência da paciente para uma unidade hospitalar em São José dos Campos.

Para a família, a liberação da vaga ocorreu somente após a possibilidade de judicialização do caso ter sido levantada. Eles questionam o período de espera enfrentado pela paciente, considerando sua idade avançada, as dores intensas e o risco de agravamento do quadro clínico. O caso levanta discussões sobre a disponibilidade de vagas para atendimentos especializados e os desafios enfrentados por pacientes que dependem do sistema de regulação para acesso a tratamentos de maior complexidade. A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da direção da UPA ou do Poder Público.

Fonte: Jornal de Guaratinguetá