Mãe percorre 392 metros de joelhos no Santuário de Aparecida após filha prematura ficar na UTI e quase perder a visão: 'Chorei de alívio'

Gabrielle Luiza, de 28 anos, fez a promessa durante a internação da filha, que nasceu com 30 semanas e passou dois meses em UTIs no Paraná; vídeos viralizaram nas redes sociais.

cultura · Aparecida, SP · · Daniela Oliveira

Mãe percorre 392 metros de joelhos no Santuário de Aparecida após filha prematura ficar na UTI e quase perder a visão: 'Chorei de alívio'

Gabrielle Luiza, de 28 anos, percorreu 392 metros de joelhos na Passarela da Fé, em Aparecida (SP), no último sábado (15), para cumprir uma promessa feita durante a internação da filha. Acompanhada da pequena Catarina, de 1 ano, e de familiares, ela seguiu pelo santuário em agradecimento pela recuperação da menina.

Catarina nasceu prematura, com 30 semanas de gestação, depois que Gabrielle apresentou sintomas de pré-eclâmpsia e síndrome HELLP. A criança passou dois meses internada em UTIs e desenvolveu retinopatia da prematuridade, condição que poderia levar à perda da visão caso não recebesse o tratamento adequado.

Durante o percurso, Gabrielle carregou a filha no colo em parte do trajeto. “Eu chorei, mas era um choro de alívio, de saber tudo o que eu passei e olhar pra ela hoje, uma criança sem sequela”, disse. Os vídeos do cumprimento da promessa ultrapassaram 1 milhão de visualizações nas redes sociais.

A promessa incluía levar Catarina a Aparecida por cinco anos seguidos, sendo a primeira visita de joelhos. Gabrielle também levou ao santuário um vestido usado pela filha no aniversário de 1 ano, que teve Nossa Senhora como tema. “É um vestido muito especial para mim. Um vestido que vai ficar guardado para sempre no meu coração, em foto, em memória. Acho que nada melhor do que poder deixar para quem tanto intercedeu pela vida dela”, afirmou.

A mãe contou que Catarina chegou a ter uma grave complicação respiratória no terceiro dia de vida, ainda em Apucarana (PR), e que os médicos chegaram a dizer que haviam esgotado as possibilidades. Depois, a menina foi diagnosticada com retinopatia da prematuridade e transferida para Campo Largo (PR), onde continuou internada e dependente de aparelhos para respirar.

Gabrielle fez a promessa de que a filha conseguiria ficar sem oxigênio. Na véspera da consulta, a equipe conseguiu deixá-la sem o aparelho, e no dia seguinte ela respirou sozinha. Segundo a mãe, Catarina também teve convulsões, mas hoje, com 1 ano, é saudável e não apresenta sequelas. “Ela é um testemunho vivo. Ela é um milagre vivo”, afirmou.

Fonte: g1 Vale do Paraiba e Regiao